jueves, 13 de junio de 2013

Parabéns pra mim. E daí?

Justo agora acho que é natural e que tinha que acontecer alguma vez. É a idade, quem sabe.
Justo agora reparo em que minhas expectativas da vida são elevadas demais, e nem falar das expectativas das datas "importantes".
Qualquer um acharia que dava na mesma pra mim. Mas não, não da na mesma, nem deu jamais.
Logo sinto aqui no peito um nó e lembro dum amigo que odiava aniversário, e a quem eu, imatura, incomodava com o tema.
E daí.
Nem tenho palavras nem acho o jeito pra explicar como me sinto. Nem eu sei. Só sei que é tristeza, tristeza mesmo, essa dor de... alma, sem motivo e sem solução.
"E daí, Di, o que acontece?", me pergunto. "Eu queria que tudo fosse maravilhoso e da mesma vez que não fosse tão importante, eu queria todos meus sonhos cumpridos, que as minhas fantasias fossem reais por um dia e passar o tempo fazendo o que eu mais quero e que jamais consigo", me respondo. "Isso tá impossível, Di", fala alguém na minha cabeça. E fico aqui assim.
E daí, daí nada.